Brasil se torna o 8º maior mercado fonográfico do mundo com arrecadação recorde de R$ 4 bilhões
O mercado fonográfico brasileiro consolidou sua trajetória de ascensão global em 2025, atingindo a expressiva marca de R$ 3,958 bilhões em faturamento. De acordo com o relatório anual da Pro-Música Brasil, o setor registrou um crescimento de 14,1% em comparação ao ano anterior, superando a média global de expansão (6,4%). Com esse desempenho, o Brasil subiu para a 8ª posição no ranking mundial da Federação Internacional da Indústria Fonográfica (IFPI), superando potências históricas e reafirmando o papel estratégico das gravadoras no ecossistema cultural.
O motor dessa expansão continua sendo o streaming, que gerou R$ 3,4 bilhões em receitas, representando a imensa maioria do consumo digital no país. Curiosamente, embora as vendas físicas correspondam a menos de 1% do total, o setor de vinis apresentou uma alta de 25,6%, impulsionada por colecionadores e entusiastas da alta fidelidade sonora. O relatório também aponta um aumento significativo na arrecadação de direitos conexos, beneficiando diretamente músicos, intérpretes e produtores.
Apesar do otimismo, o setor alerta para desafios tecnológicos urgentes. Paulo Rosa, presidente da Pro-Música, destaca a preocupação com o uso não autorizado de conteúdos musicais para o treinamento de Inteligência Artificial (IA) Generativa e o combate sistemático às fraudes em streaming (reproduções artificiais por bots). Em 2025, as ações judiciais resultaram no fechamento de 60 sites de impulsionamento artificial, visando proteger a remuneração legítima de artistas e compositores reais contra o chamado “black market” da música digital.
Serviço
Relatório: Mercado Fonográfico Brasileiro 2025
Entidade: Pro-Música Brasil (Associação Brasileira dos Produtores de Discos)
Acesso à Íntegra: O documento completo pode ser consultado no site oficial da Pro-Música através do link: https://pro-musica.org.br
