Música

DELLIMA, integrante do ballet de Ivete Sangalo, lança álbum “Retropolitano” com fusão retrô e contemporânea

Um projeto que nasce da vontade de se entender depois de atravessar mudanças significativas em sua vida. É assim que o cantor e dançarino DELLIMA enxerga “Retropolitano”, seu novo álbum de estúdio que chega às plataformas digitais nesta sexta-feira (21). Multiartista reconhecido por outros lançamentos musicais e por seu trabalho no corpo de dançarinos de Ivete Sangalo, agora DELLIMA apresenta ao público um projeto musical que traz influências diretas de suas vivências e da arte e cultura de seu lugar de origem, Salvador.

Apesar das influências de ser um artista soteropolitano e apostar na energia “retrô” e acontecimentos do seu passado, o álbum traz também elementos da música contemporânea e experimental. “Eu tinha essa sensação de que muitas coisas presentes no meu passado e na minha terra me trariam alguma resposta. Achava que, ao tentar me apegar a esse sentimento nostálgico, eu poderia mudar o que eu estava sentindo. Daí nasce ‘Retro-Politano’ (Retrô e Soteropolitano), um olhar para a cultura de Salvador e as influências que eu tive crescendo aqui na Bahia”, antecipa.

O álbum propõe uma fusão entre o imaginário retrô e uma vivência brasileira, especialmente soteropolitana, criando um encontro entre referências sonoras de décadas passadas e sensibilidades contemporâneas. Essa estética aparece tanto na construção musical quanto no conceito visual, que aposta em elementos vintage, dramaticidade e sensualidade como linguagem.

Na quebrada do cofrinho

“Retropolitano” tem, na ficha técnica, faixas com nomes como Peu de Melo, na mixagem, conhecido por trabalhos com Jorge Vercillo, e Jorge Victor, que integrou a equipe do álbum “Coisas Naturais” de Marina Sena, na masterização.

DELLIMA foi encontrando nos acontecimentos que marcaram sua trajetória pessoal e profissional a mola propulsora que impulsiona “Retropolitano”. “O nome do projeto nada mais é do que os lugares que percorri buscando essa cura, física e psicológica, tentando tapar esse buraco no peito. Quando eu comecei a escrever esse álbum, eu estava passando por um processo emocional bem delicado, precisei parar de cantar e dançar e ir em busca de um emprego que conseguisse manter minhas necessidades financeiras mais básicas e deixar meus sonhos de lado, enquanto enfrentava uma lesão no joelho que, segundo os médicos, poderia me impedir de voltar aos palcos para sempre”, conta.

Mas a força que moveu seus caminhos em direção à cura física e da saúde mental resultou no que se tornou o segundo álbum de estúdio, que já teve um spoiler para o público com “Desmoronar”, faixa que traz uma sonoridade intensa e emocional que combina bachata, brega e romantismo retrô.

Faixa a faixa

O álbum começa falando de um momento de perda e desorientação, com “Amarelo”, “Coração Valente” e “Viro Bicho” abordando ingenuidade, desejos e paixões de um jovem adulto perdido. Dessa fase, nasceu um olhar mais leve e livre, que inspirou “Vamos Viver”, onde DELLIMA se encontra apaixonado por seu próprio lado feminino, antes reprimido por uma criação religiosa e militar.

Em “Perdendo Tempo” e “Desmoronar”, os ciclos viciosos e relações disfuncionais perdem força. “Dói” reflete a falta dessa inocência, a angústia da consciência de classe e a preocupação com sua mãe. Na sequência, “Pesadelos” enfrenta a vida adulta, “Maré” aborda a depressão e a sede de viver, e “Cais” é a despedida da culpa dos erros cometidos. “1 Segundo” aponta para a gratidão e o futuro, e “Baby eu tô bem” celebra a interrupção da busca por si mesmo, aceitando-se de modo natural e espontâneo.

“Retropolitano é sobre amadurecimento, duro, tardio, mas vivo e real. E, por isso, me orgulho tanto desse projeto”, celebra DELLIMA.

SERVIÇO

DELLIMA – “Retropolitano” (novo álbum)

Lançamento: 21 de agosto de 2026
Pré-save: https://onerpm.link/Retropolitano
Ficha técnica: Peu de Melo (mixagem), Jorge Victor (masterização)
Single anterior: “Desmoronar” – https://onerpm.link/desmoronar
Destaques: fusão retrô e contemporânea, influências de Salvador, bachata, brega e romantismo

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