{"id":3159,"date":"2026-04-30T13:49:17","date_gmt":"2026-04-30T16:49:17","guid":{"rendered":"https:\/\/boracultura.com.br\/?p=3159"},"modified":"2026-04-30T13:49:19","modified_gmt":"2026-04-30T16:49:19","slug":"alice-caymmi-revisita-obra-do-avo-dorival-em-album-inedito-com-reggae-hip-hop-e-eletronico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/boracultura.com.br\/index.php\/2026\/04\/30\/alice-caymmi-revisita-obra-do-avo-dorival-em-album-inedito-com-reggae-hip-hop-e-eletronico\/","title":{"rendered":"Alice Caymmi revisita obra do av\u00f4 Dorival em \u00e1lbum in\u00e9dito com reggae, hip hop e eletr\u00f4nico"},"content":{"rendered":"\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p>As personagens que atravessam o cancioneiro de Dorival Caymmi (1914-2008) \u2014 Dora, An\u00e1lia, Gabriela, a Morena do Mar e a baiana com sua corrente de ouro e bata rendada \u2014 voltam \u00e0 cena musical com novas texturas sonoras. A cantora Alice Caymmi lan\u00e7a nesta quinta-feira, 30 de abril, pelo selo Daluz M\u00fasica, o \u00e1lbum \u201cCaymmi\u201d, que revisita um dos repert\u00f3rios mais emblem\u00e1ticos da m\u00fasica brasileira em uma releitura que dialoga com passado e presente, passando longe de um tributo convencional.<\/p>\n\n\n\n<p>Com 12 faixas, o resultado \u00e9 um olhar renovado para cl\u00e1ssicos como \u201cMaracangalha\u201d, \u201cDois de Fevereiro\u201d, \u201cDora\u201d, \u201cCanto de Ob\u00e1\u201d, \u201cCan\u00e7\u00e3o da Partida\u201d, \u201cMorena do Mar\u201d e \u201cO que \u00e9 que a baiana tem?\u201d, entre outros. O canto de Alice vem embalado por reggae, hip hop, salsa e batidas eletr\u00f4nicas, sem perder de vista a for\u00e7a original das composi\u00e7\u00f5es. O \u00e1lbum chega \u00e0s plataformas digitais no dia em que o av\u00f4 completaria 112 anos.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando Alice nasceu, a obra de Dorival Caymmi j\u00e1 era mar\u00e9 cheia na hist\u00f3ria da m\u00fasica brasileira \u2014 com cerca de 120 composi\u00e7\u00f5es gravadas. D\u00e9cadas depois, ela decidiu n\u00e3o apenas navegar nesse oceano, mas provocar novas correntes. O primeiro mergulho foi em 13 de mar\u00e7o com o lan\u00e7amento do single \u201cModinha para Gabriela\u201d, can\u00e7\u00e3o eternizada como tema da novela \u201cGabriela\u201d (1975), adapta\u00e7\u00e3o do romance de Jorge Amado. Agora, o p\u00fablico confere o \u00e1lbum completo, com produ\u00e7\u00e3o de Iuri Rio Branco.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAtingi um ponto de maturidade ao entender a obra do meu av\u00f4 como parte de mim, e n\u00e3o como um fardo. Ela caminha ao meu lado em vez de competir comigo. Por isso a ideia de gravar esse \u00e1lbum. Olhando para minha hist\u00f3ria, percebi que era hora. A morte da minha tia Nana (Caymmi) mostrou que o momento tinha chegado. A obra do meu av\u00f4 \u00e9 eterna, mas n\u00e3o estava sendo eternizada. Chamei essa responsabilidade para mim\u201d, afirma a cantora.<\/p>\n\n\n\n<p>A sele\u00e7\u00e3o das faixas evidencia tanto a dimens\u00e3o \u00edntima quanto a for\u00e7a narrativa da obra de Caymmi. \u201cDora\u201d come\u00e7a como bolero da era de ouro do r\u00e1dio e vai ganhando novos contornos, com balan\u00e7o reggae e batida eletr\u00f4nica. A vers\u00e3o de Alice para \u201cCanto de Ob\u00e1\u201d \u00e9 uma das mais emocionantes do \u00e1lbum ao cantar os versos que protegem a linhagem familiar. \u201cEssa faixa me tocou muito. Meu av\u00f4 cita a fam\u00edlia toda. Chama Xang\u00f4 para proteger a nossa linhagem. Isso me pega pelo cora\u00e7\u00e3o\u201d, diz ela.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cMaracangalha\u201d, cl\u00e1ssico de 1956, ganha ritmo de calipso e mant\u00e9m o clima de festa em fam\u00edlia, enquanto \u201cCan\u00e7\u00e3o da Partida\u201d aparece em forma de salsa, com backing vocals da pr\u00f3pria Alice. \u201cAcalanto\u201d, escrita originalmente como can\u00e7\u00e3o de ninar, surge mais rarefeita, com \u00eanfase na interpreta\u00e7\u00e3o vocal. J\u00e1 \u201cAdeus\u201d e \u201cEu n\u00e3o tenho onde morar\u201d acentuam o aspecto melanc\u00f3lico do repert\u00f3rio, deslocando-o para uma leitura mais urbana e contempor\u00e2nea.<\/p>\n\n\n\n<p>O produtor Iuri Rio Branco relembra o processo de trabalho ao lado da cantora. \u201cO desafio foi trazer um olhar despretensioso para o repert\u00f3rio, j\u00e1 que Dorival \u00e9 um dos compositores mais regravados da m\u00fasica brasileira. Procurei n\u00e3o me ater muito ao que j\u00e1 foi feito e seguir a minha assinatura musical, sempre com respeito. O resultado \u00e9 um som direto ao ponto, com bastante batida e textura. O \u00e1lbum carrega muito do que a Alice conta sobre o av\u00f4: um artista popular e conectado ao seu tempo. A diferen\u00e7a \u00e9 que o tempo deste \u00e1lbum \u00e9 2026.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Tracklist:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li>O que \u00e9 que a baiana tem?<\/li>\n\n\n\n<li>Acalanto<\/li>\n\n\n\n<li>Modinha para Gabriela<\/li>\n\n\n\n<li>Can\u00e7\u00e3o da Partida (Su\u00edte do Pescador)<\/li>\n\n\n\n<li>Canto de Ob\u00e1<\/li>\n\n\n\n<li>Maracangalha<\/li>\n\n\n\n<li>Dora<\/li>\n\n\n\n<li>Dois de Fevereiro<\/li>\n\n\n\n<li>Adeus<\/li>\n\n\n\n<li>Eu n\u00e3o tenho onde morar<\/li>\n\n\n\n<li>Morena do Mar<\/li>\n\n\n\n<li>O Bem do Mar<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p><strong>SERVI\u00c7O<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c1lbum: \u201cCaymmi\u201d<br>Artista: Alice Caymmi<br>Lan\u00e7amento: 30 de abril (plataformas digitais)<br>Selo: Daluz M\u00fasica<br>Produ\u00e7\u00e3o: Iuri Rio Branco<br>Pr\u00e9-save e streaming: dispon\u00edvel nas principais plataformas de m\u00fasica <\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p>Sugest\u00f5es de categoria: M\u00fasica \/ MPB \/ Cultura<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cCaymmi\u201d chega \u00e0s plataformas digitais em 30 de abril, data em que Dorival Caymmi completaria 112 anos; 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