{"id":4054,"date":"2026-06-04T19:34:58","date_gmt":"2026-06-04T22:34:58","guid":{"rendered":"https:\/\/boracultura.com.br\/?p=4054"},"modified":"2026-06-04T22:56:30","modified_gmt":"2026-06-05T01:56:30","slug":"quatro-artistas-baianos-selecionados-39-panorama-arte-brasileira-mam-sao-paulo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/boracultura.com.br\/index.php\/2026\/06\/04\/quatro-artistas-baianos-selecionados-39-panorama-arte-brasileira-mam-sao-paulo\/","title":{"rendered":"Artistas da Bahia s\u00e3o selecionados para o 39\u00ba Panorama da Arte Brasileira do MAM S\u00e3o Paulo"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Lita Cerqueira, Oto Ferreira, Rose Afef\u00e9 e Tha\u00eds Muniz integram lista da nova edi\u00e7\u00e3o da mostra bienal, que tem curadoria de Diane Lima e marca o retorno do museu \u00e0 sua sede ap\u00f3s reforma<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O&nbsp;<strong>Museu de Arte Moderna de S\u00e3o Paulo (MAM)<\/strong>&nbsp;anuncia a lista de artistas do<strong>&nbsp;39\u00ba Panorama da Arte Brasileira:&nbsp;<em>Depois que tudo foi dito<\/em>,<\/strong> projeto bienal emblem\u00e1tico na hist\u00f3ria do museu e um marco na hist\u00f3ria da arte brasileira, que nesta edi\u00e7\u00e3o traz&nbsp;<strong>Diane Lima&nbsp;<\/strong>\u00e0 frente da curadoria. Com realiza\u00e7\u00e3o entre 12 de setembro de 2026 e 24 de janeiro de 2027, a nova edi\u00e7\u00e3o da mostra assinala a volta do MAM \u00e0 sua sede no Parque Ibirapuera, ap\u00f3s o per\u00edodo em que esteve fechado devido \u00e0 reforma da Marquise. A lista apresenta 33 artistas, de 13 estados brasileiros de todas as regi\u00f5es do pa\u00eds, e conta com os baianos&nbsp;<strong>Lita Cerqueira, Oto Ferreira, Rose Afef\u00e9&nbsp;<\/strong>e&nbsp;<strong>Tha\u00eds Muniz<\/strong>&nbsp;entre os selecionados.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Lita Cerqueira<\/strong>&nbsp;nasceu em Salvador, BA, Brasil (1952). Como fot\u00f3grafa profissional, \u00e9 amplamente reconhecida por registrar a cultura negra brasileira. Tendo iniciado sua produ\u00e7\u00e3o aos dezenove anos como autodidata, a artista trabalhou em laborat\u00f3rios de revela\u00e7\u00e3o e fotografias para imprensa a partir dos anos 1970. O reconhecimento profissional veio a partir da exposi\u00e7\u00e3o Festas populares da Bahia e arquitetura no centro Hist\u00f3rico de Salvador, em 1976. Suas produ\u00e7\u00f5es registram, al\u00e9m de temas ligados \u00e0 cultura negra, o conv\u00edvio com o movimento Tropic\u00e1lia e artistas como Gilberto Gil, Maria Beth\u00e2nia, Caetano Veloso e Gal Costa. Teve atua\u00e7\u00f5es relevantes no cinema, como fot\u00f3grafa de cena e em alguns filmes como atriz, ao lado de diretores como Glauber Rocha, Neville de Almeida, Nelson Pereira dos Santos, entre outros. Participou da Revista Zum #20, do Instituto Moreira Salles (2021), e entre suas exposi\u00e7\u00f5es recentes destacam-se&nbsp;<em>Of\u00edcio: Luz: Lita Cerqueira: Direito de Olhar<\/em>, no Sesc Pomp\u00e9ia, S\u00e3o Paulo (2026), e&nbsp;<em>A Fotografia como Eu Sou<\/em>, na Pinacoteca de S\u00e3o Paulo (2009).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Oto Ferreira<\/strong>&nbsp;nasceu em Serrinha, BA, Brasil (1995). \u00c9 artista, luthier e violinista, com pesquisa voltada ao uso da madeira e aos of\u00edcios ancestrais. Em sua dimens\u00e3o pr\u00e1tica e ideol\u00f3gica, utiliza materiais provenientes de podas, trocas e constru\u00e7\u00f5es, aos quais devolve ritmo, cor e textura. Suas esculturas, combinadas \u00e0 pintura, formam paisagens abstratas, motivadas pelo cotidiano e pelo sagrado afro-brasileiro. Em 2025, realizou resid\u00eancia art\u00edstica na Domo Damo, em S\u00e3o Paulo. Entre as exposi\u00e7\u00f5es recentes que participou, destacam-se a individual \u00c0j\u00f2, na Galeria Verve, S\u00e3o Paulo (2025), e as mostras coletivas&nbsp;<em>Novo Lote<\/em>, no Museu de Arte Contempor\u00e2nea da Bahia, Salvador (2024), e&nbsp;<em>Encruzilhada<\/em>, no Museu de Arte Moderna da Bahia, Salvador (2022).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Rose Afef\u00e9<\/strong>&nbsp;nasceu em Varzedo, BA, Brasil (1988). A partir do resgate de mem\u00f3rias da inf\u00e2ncia, a artista trabalha com suportes diversos, incluindo instala\u00e7\u00e3o, pintura e fotografia. Iniciou em 2018 a constru\u00e7\u00e3o da obra Terra Afef\u00e9, uma micro cidade em escala humana constru\u00edda com terra, utilizando a t\u00e9cnica do adobe (tijolo de barro cru) e pintada com cal. Situada na zona rural de Ibicoara, Bahia, na regi\u00e3o da Chapada Diamantina, Terra Afef\u00e9 se apresenta como um lugar de encontro e conviv\u00eancia, que relaciona arte e vida e fomenta perspectivas locais a fim de potencializar os saberes do territ\u00f3rio. A observa\u00e7\u00e3o e a intera\u00e7\u00e3o com a natureza s\u00e3o empregadas para conduzir produ\u00e7\u00f5es de vida mais pulsantes e espont\u00e2neas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Tha\u00eds Muniz<\/strong>&nbsp;nasceu em Feira de Santana, BA, Brasil (1985). Mestra em Arte e Pesquisa Colaborativa pelo D\u00fan Laoghaire Institute of Art, Design and Technology, Dublin, Irlanda, \u00e9 uma artista cuja pr\u00e1tica transita por m\u00faltiplas linguagens para investigar as interse\u00e7\u00f5es entre identidades herdadas e adquiridas, mem\u00f3ria, tr\u00e2nsito, e o amor interior como metodologia de cuidado radical. A partir de um engajamento cr\u00edtico com a geografia cultural dos lugares que atravessa, orienta seu trabalho para a comunidade e o desdobra em processos de aprendizado coletivo, como workshops, performances, instala\u00e7\u00f5es e filmes. Sua produ\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m abrange fotografia, celebra\u00e7\u00f5es, esculturas e ativa\u00e7\u00f5es, incorporando memorabilia e simbologia. Entre as exposi\u00e7\u00f5es recentes em que participou, destacam-se a individual&nbsp;<em>Rites of Care, Curse and Comfort<\/em>, no Sirius Arts Centre, Irlanda (2024), e a coletiva&nbsp;<em>Reshape<\/em>, no Cork Printmakers Studio Gallery (2024), Irlanda.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A lista completa \u00e9 composta por&nbsp;<strong>Allan Weber<\/strong>,&nbsp;<strong>Amor\u00ed<\/strong>,&nbsp;<strong>Ana Claudia Almeida<\/strong>,&nbsp;<strong>Andr\u00e9 Felipe Cardoso<\/strong>,&nbsp;<strong>Anti Ribeiro<\/strong>,&nbsp;<strong>Aror\u00e1<\/strong>,&nbsp;<strong>B\u00e1rbara Banida<\/strong>,&nbsp;<strong>biarritzzz<\/strong>,&nbsp;<strong>Carolina Cordeiro<\/strong>,&nbsp;<strong>Caroline Ricca Lee<\/strong>,&nbsp;<strong>Chacha Barja<\/strong>,&nbsp;<strong>Darks Miranda<\/strong>,&nbsp;<strong>Emer Freire<\/strong>,&nbsp;<strong>Fyky\u00e1 Pankararu<\/strong>,&nbsp;<strong>Gilson Plano<\/strong>,&nbsp;<strong>Hel\u00f4 Sanvoy<\/strong>,&nbsp;<strong>Iagor Peres<\/strong>,&nbsp;<strong>Josi<\/strong>,&nbsp;<strong>Jota Momba\u00e7a<\/strong>,&nbsp;<strong>Kuenan Mayu<\/strong>,&nbsp;<strong>Lia D Castro<\/strong>,&nbsp;<strong>Lita Cerqueira<\/strong>,&nbsp;<strong>Marcelo Concei\u00e7\u00e3o<\/strong>,&nbsp;<strong>Moacir Soares de Faria<\/strong>,&nbsp;<strong>Nazas<\/strong>,&nbsp;<strong>Osvaldo Gaia<\/strong>,&nbsp;<strong>Oto Ferreira<\/strong>,&nbsp;<strong>Rafael Chavez<\/strong>,&nbsp;<strong>Rayana Rayo<\/strong>,&nbsp;<strong>Rodrigo Cass<\/strong>,&nbsp;<strong>Rose Afef\u00e9<\/strong>,&nbsp;<strong>Tha\u00eds Muniz<\/strong>&nbsp;e&nbsp;<strong>Ygor Landarin<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para Diane Lima, o Panorama da Arte Brasileira constitui a mais importante e hist\u00f3rica plataforma de pesquisa sobre a arte brasileira contempor\u00e2nea. Para esta edi\u00e7\u00e3o, sua investiga\u00e7\u00e3o concentra-se especialmente em olhar para os efeitos, no presente, do que a curadora chama de uma &#8220;reviravolta epistemol\u00f3gica&#8221;, um movimento que aconteceu nas \u00faltimas duas d\u00e9cadas e impactou definitivamente a produ\u00e7\u00e3o art\u00edstica nacional, per\u00edodo marcado pelo avan\u00e7o de pol\u00edticas afirmativas e por transforma\u00e7\u00f5es significativas do ponto de vista social e racial na sociedade brasileira.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mais do que determinar um caminho, a curadoria olha para essa hist\u00f3ria e as condi\u00e7\u00f5es do nosso tempo, para, de forma especulativa, apresentar um panorama do que est\u00e1 acontecendo em termos de linguagem, pensamento composicional, usos de materiais, discursos e debates na arte produzida em todas as regi\u00f5es do Brasil. O argumento de Diane Lima, que chega fundamentado em suas pesquisas anteriores, questiona para onde a produ\u00e7\u00e3o art\u00edstica tem se voltado na busca por escapar dos limites da representa\u00e7\u00e3o est\u00e9tica ou para ampli\u00e1-los por meio de um exerc\u00edcio radical de imagina\u00e7\u00e3o. Ao se propor a construir o que chama de uma &#8220;experi\u00eancia hist\u00f3rica de lugar&#8221;, a curadora convida o p\u00fablico a refletir sobre &#8220;onde estamos, onde chegamos e para onde queremos ir, al\u00e9m de tudo o que j\u00e1 foi dito, feito, visto, escrito e imaginado&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Ao conceber o projeto e a lista de artistas do 39\u00ba Panorama, me questionei sobre o significado de realizar uma exposi\u00e7\u00e3o com mais de 57 anos de hist\u00f3ria. Tratando-se do Brasil, foi tamb\u00e9m inevit\u00e1vel n\u00e3o questionar um certo espa\u00e7o art\u00edstico e composicional regulado, que aprisiona e reduz as nossas formas de express\u00e3o a um imagin\u00e1rio categ\u00f3rico e comodificado. Um espa\u00e7o predeterminado que nos faz crer que as pr\u00e1ticas art\u00edsticas precisam ser compulsoriamente transparentes \u00e0s nossas identidades sociais, impasse que fatalmente nos coloca fora da possibilidade de exercer uma dimens\u00e3o radicalmente criativa. O que, portanto, veremos na exposi\u00e7\u00e3o \u00e9 que, o que nos une nesse panorama nacional, \u00e9 uma tentativa constante de libera\u00e7\u00e3o, e foi em busca desse impulso de libera\u00e7\u00e3o que a minha pesquisa se desenvolveu e que a lista de artistas foi definida e organizada&#8221;, explica a curadora.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Inspirada no pensamento de Denise Ferreira da Silva e tamb\u00e9m em dois textos escritos pela pr\u00f3pria curadora entre 2020 e 2022, o 39\u00ba Panorama buscar\u00e1 expandir os debates sobre arte e pol\u00edtica, de modo a inscrever e consolidar a import\u00e2ncia do feminismo negro nestas transforma\u00e7\u00f5es da arte brasileira. &#8220;O primeiro texto \u00e9 intitulado &#8216;<em>O nascimento da forma<\/em>&#8216;, e trata-se de um t\u00edtulo-testemunho no qual narro a busca, por parte de alguns artistas, por fugir dos limites da representa\u00e7\u00e3o, e como o meu trabalho como curadora centrava-se sobretudo em criar as condi\u00e7\u00f5es para que aquilo que tentava ganhar forma no mundo atingisse a sua signific\u00e2ncia, o que ao fim chamei de &#8216;<em>formas oce\u00e2nicas, porosas e monstruosas<\/em>&#8216;. J\u00e1 o segundo texto, intitulado &#8216;<em>Tempo Negro<\/em>&#8216;, complexifica o debate entre abstra\u00e7\u00e3o e racialidade. Nele, argumento que ao fazer abstra\u00e7\u00e3o \u2014 ou seja, ao isolar ou excluir, n\u00e3o figurativizando, tudo aquilo que \u00e0 luz da ultravisibilidade pode ser tomado como excesso \u2014 muitas pr\u00e1ticas art\u00edsticas apresentam um arcabou\u00e7o de refer\u00eancias alargado, apoiando-se na materialidade, na ancestralidade, em seus territ\u00f3rios e no arsenal est\u00e9tico e te\u00f3rico das di\u00e1sporas que os distanciam de qualquer refer\u00eancia direta ao abstracionismo da Hist\u00f3ria da Arte ocidental. Penso, ent\u00e3o, que a jun\u00e7\u00e3o dessas duas quest\u00f5es conceituais e formais, constitui a espinha dorsal deste Panorama&#8221;, explica Diane Lima.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A sele\u00e7\u00e3o de artistas para o 39\u00ba Panorama da Arte Brasileira prop\u00f5e um di\u00e1logo entre diferentes gera\u00e7\u00f5es, regi\u00f5es, linguagens, m\u00e9todos e materialidades. Essas pr\u00e1ticas tensionam categorias estabelecidas, ampliam regimes de leitura e convidam a novas formas de percep\u00e7\u00e3o da arte brasileira contempor\u00e2nea. Nesse contexto, o processo metodol\u00f3gico da curadoria se baseia em uma reflex\u00e3o cr\u00edtica sobre as pr\u00e1ticas art\u00edsticas e seus modos de opera\u00e7\u00e3o po\u00e9tica e composicional, identificando exerc\u00edcios de imagina\u00e7\u00e3o e experimenta\u00e7\u00e3o denominados pela curadoria de &#8220;formas oce\u00e2nicas, porosas e monstruosas&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo o curador-chefe do MAM S\u00e3o Paulo,&nbsp;<strong>Cau\u00ea Alves<\/strong>, &#8220;desde sua cria\u00e7\u00e3o em 1969, o Panorama da Arte Brasileira tem sido uma plataforma relevante tanto para a forma\u00e7\u00e3o do acervo do museu quanto para o exerc\u00edcio de sua miss\u00e3o de incentivar a arte a partir de um olhar contempor\u00e2neo. Esta edi\u00e7\u00e3o reafirma a identidade do MAM como um espa\u00e7o de excel\u00eancia em pesquisa e experimenta\u00e7\u00e3o. Com curadoria de Diane Lima, a mostra re\u00fane artistas de origens diversas e perspectivas m\u00faltiplas, premissas fundamentais para a discuss\u00e3o de quest\u00f5es atuais e para vislumbrarmos o futuro&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em><strong>Depois que tudo foi dito<\/strong><\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O t\u00edtulo do 39\u00ba Panorama da Arte Brasileira \u00e9 inspirado em uma quest\u00e3o filos\u00f3fica proposta por<strong>&nbsp;Denise Ferreira da Silva<\/strong>&nbsp;\u2013 fil\u00f3sofa, te\u00f3rica e artista e uma das principais autoras feministas negras da contemporaneidade \u2013, na qual ela convida a imaginar &#8220;se seria poss\u00edvel lan\u00e7ar m\u00e3o de uma sensibilidade que presuma e antecipe o que est\u00e1 al\u00e9m de tudo o que foi dito e feito sobre a viol\u00eancia colonial e racial, e o trabalho que elas realizam para o capital global&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na quest\u00e3o filos\u00f3fica proposta em ensaios e palestras que traz&nbsp;<em><strong>Depois que tudo foi dito<\/strong><\/em>&nbsp;como t\u00edtulo, Ferreira da Silva l\u00ea a arte como confronto, questionando &#8220;o que se torna poss\u00edvel ou imposs\u00edvel quando a obra de arte recusa qualquer coisa que possa ser imediatamente dita sobre ela&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A partir dessa provoca\u00e7\u00e3o e do di\u00e1logo com a fil\u00f3sofa, Diane Lima busca refletir sobre como determinadas pr\u00e1ticas art\u00edsticas contempor\u00e2neas t\u00eam performado em seus procedimentos po\u00e9ticos e composicionais, exerc\u00edcios radicais de imagina\u00e7\u00e3o e experimenta\u00e7\u00e3o: &#8220;As obras selecionadas para o 39\u00ba Panorama da Arte Brasileira, no geral, questionam &#8216;cada modo, cada forma de apresenta\u00e7\u00e3o&#8217;, transformando-a num confronto \u2013 que \u00e9 a apresenta\u00e7\u00e3o como recusa da representa\u00e7\u00e3o. Surge da\u00ed a leitura que Denise Ferreira da Silva prop\u00f5e: lermos a &#8216;arte como confronto&#8217;, que ocorre quando a obra desestabiliza o espectador, suas cren\u00e7as, bem como os limites das categorias, recusando-se a qualquer coisa que possa ser imediatamente dita sobre ela. Este \u00e9 um exerc\u00edcio e um convite constantes que a exposi\u00e7\u00e3o faz. O objetivo \u00e9 evidenciar um movimento cont\u00ednuo e coletivo de libera\u00e7\u00e3o: pr\u00e1ticas que t\u00eam desestabilizado as geografias mentais, s\u00e3o animadas pela mat\u00e9ria, recusam classifica\u00e7\u00f5es r\u00edgidas, oxigenam a cr\u00edtica, rompem com a norma tema-figura e convocam outras sensibilidades para pensar a arte brasileira contempor\u00e2nea&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>A equipe<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Junto \u00e0 Diane Lima, est\u00e3o neste 39\u00ba Panorama profissionais com trajet\u00f3rias ligadas \u00e0 pesquisa, \u00e0 curadoria e \u00e0 gest\u00e3o de projetos em institui\u00e7\u00f5es e iniciativas de relev\u00e2ncia internacional. Entre eles est\u00e1&nbsp;<strong>Giovanna Querido<\/strong>, que colaborou com Lima na 35\u00aa Bienal de S\u00e3o Paulo e, no Panorama do MAM, atua como Gerente de Projetos da Curadoria. Ao longo do desenvolvimento da mostra, Querido acompanha diferentes etapas do projeto, contribuindo para a articula\u00e7\u00e3o das frentes curatoriais e executivas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Partindo da minha pesquisa sobre o campo de trabalho em institui\u00e7\u00f5es culturais, assumo a Ger\u00eancia de Projetos da Curadoria como uma oportunidade de aprofundar reflex\u00f5es sobre as formas de colabora\u00e7\u00e3o que atravessam a pr\u00e1tica curatorial contempor\u00e2nea. Ao longo do trabalho desenvolvido ao lado de Diane Lima, estabelecemos uma din\u00e2mica que busca expandir divis\u00f5es mais tradicionais da curadoria, propondo uma pr\u00e1tica colaborativa, pr\u00f3xima e profundamente conectada tanto com os artistas quanto com a equipe do museu&#8221;, afirma Giovanna.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com foco em ampliar o alcance do projeto, Lima recrutou para o desenvolvimento da identidade visual da exposi\u00e7\u00e3o o est\u00fadio Porto Rocha, uma ag\u00eancia de design e branding reconhecida por conectar marcas globais a movimentos culturais contempor\u00e2neos. Fundada em Nova York pelos brasileiros Felipe Rocha e Leo Porto, a ag\u00eancia ganhou destaque internacional por sua capacidade de criar identidades visuais que equilibram rigor t\u00e9cnico e relev\u00e2ncia social. Outra parceria presente no projeto curatorial \u00e9 com o escrit\u00f3rio de arquitetura V\u00e3o, fundado em 2013, em S\u00e3o Paulo, por Anna Juni, Enk te Winkel e Gustavo Delonero, que ser\u00e1 respons\u00e1vel pelo projeto expogr\u00e1fico.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><br><strong>A curadora<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Curadora e pesquisadora, Diane Lima \u00e9 mestra em Comunica\u00e7\u00e3o e Semi\u00f3tica pela PUC-SP e Pre-doctoral Mellon Fellow, afiliada ao Critical Racial Anti Colonial Study Co-Lab (CRACS Co-Lab) no Department of Spanish &amp; Portuguese Languages and Literatures na New York University. Recentemente, foi anunciada como curadora do Pavilh\u00e3o do Brasil na 61\u00aa Exposi\u00e7\u00e3o Internacional de Arte \u2013 La Biennale di Venezia. Suas exposi\u00e7\u00f5es anteriores incluem&nbsp;<em>coreografias do imposs\u00edvel<\/em>&nbsp;&#8211; 35\u00aa Bienal de S\u00e3o Paulo (2023),&nbsp;<em>Paulo Nazareth: Luzia<\/em>&nbsp;no Museo Tamayo, na Cidade do M\u00e9xico (2024),&nbsp;<em>O rio \u00e9 uma serpente<\/em>&nbsp;&#8211; 3\u00aa Frestas Trienal de Artes do SESC S\u00e3o Paulo (2020\/2021), e o programa de dois anos&nbsp;<em>Di\u00e1logos Ausentes<\/em>&nbsp;no Ita\u00fa Cultural (S\u00e3o Paulo, 2016-2017), que desempenhou um papel hist\u00f3rico na virada anticolonial da arte contempor\u00e2nea brasileira.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em 2025, Lima foi nomeada para o Conselho Consultivo Cient\u00edfico da&nbsp;<em>documenta<\/em>&nbsp;e Museum Fridericianum gGmbH, na Alemanha, onde atua como vice-presidente. Entre 2024 e 2025, foi Diretora de Programa\u00e7\u00e3o da ESAP Fellowship 2025 &#8211; uma iniciativa liderada pela A&amp;L Berg Foundation para promover o desenvolvimento profissional de curadores latinex nos Estados Unidos. Em 2024, Lima foi professora convidada no Instituto de Pesquisa Est\u00e9tica da Universidade Nacional Aut\u00f4noma do M\u00e9xico (UNAM). Editou a aclamada antologia&nbsp;<em>Negros na Piscina: Arte Contempor\u00e2nea, Curadoria e Educa\u00e7\u00e3o<\/em>&nbsp;(F\u00f3sforo, 2024), que documenta os \u00faltimos dez anos de debates sobre racialidade e arte no Brasil e coeditou o volume&nbsp;<em>Textes \u00e0 lire \u00e0 voix haute<\/em>&nbsp;(Textos para ler em voz alta), que reuniu vozes dissidentes anticoloniais em contextos lus\u00f3fonos e franc\u00f3fonos (Brook, 2022). Diane Lima tamb\u00e9m \u00e9 uma das vencedoras da Ford Foundation Global Fellowship 2021, programa que celebra a nova gera\u00e7\u00e3o de l\u00edderes globais em justi\u00e7a social.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Sobre o Panorama da Arte Brasileira do MAM S\u00e3o Paulo<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Panorama da Arte Brasileira \u00e9 uma exposi\u00e7\u00e3o bienal realizada pelo Museu de Arte Moderna de S\u00e3o Paulo desde 1969. Consolidada como uma das mostras mais importantes do calend\u00e1rio art\u00edstico nacional, a exposi\u00e7\u00e3o apresenta, a cada edi\u00e7\u00e3o, recortes curatoriais que discutem debates urgentes da contemporaneidade e evidenciam a diversidade da produ\u00e7\u00e3o art\u00edstica no pa\u00eds, fortalecendo o di\u00e1logo entre artistas, institui\u00e7\u00f5es e p\u00fablicos.<br>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Sua cria\u00e7\u00e3o, em 1969, coincidiu com a retomada das atividades do MAM ap\u00f3s um per\u00edodo de fechamento. A mostra surgiu do esfor\u00e7o conjunto de Din\u00e1 Lopes Coelho \u2014 diretora t\u00e9cnica do museu entre 1968 e 1982 \u2014 e de artistas, curadores, cr\u00edticos e outros agentes culturais que se mobilizaram para reconstruir o museu e reativar sua programa\u00e7\u00e3o. O MAM encontrou no Panorama uma estrat\u00e9gia essencial para reconstruir sua cole\u00e7\u00e3o, incorporando obras apresentadas em cada edi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao longo das 38 edi\u00e7\u00f5es j\u00e1 realizadas, o Panorama da Arte Brasileira desempenhou papel fundamental na forma\u00e7\u00e3o da identidade contempor\u00e2nea do MAM e no fortalecimento do campo art\u00edstico brasileiro. Sua relev\u00e2ncia hist\u00f3rica e sua voca\u00e7\u00e3o cont\u00ednua para a reflex\u00e3o, a experimenta\u00e7\u00e3o e a renova\u00e7\u00e3o mant\u00eam o Panorama como uma plataforma central para a compreens\u00e3o da arte produzida no Brasil hoje.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Sobre o Museu de Arte Moderna de S\u00e3o Paulo<\/strong><br><br>Fundado em 1948, o Museu de Arte Moderna de S\u00e3o Paulo \u00e9 uma sociedade civil de interesse p\u00fablico, sem fins lucrativos. Sua cole\u00e7\u00e3o conta com quase seis mil obras produzidas pelos mais representativos nomes da arte moderna e contempor\u00e2nea, principalmente brasileira. Tanto o acervo quanto as exposi\u00e7\u00f5es privilegiam o experimentalismo, abrindo-se para a pluralidade da produ\u00e7\u00e3o art\u00edstica mundial e a diversidade de interesses das sociedades contempor\u00e2neas. O MAM t\u00eam uma ampla grade de atividades que inclui cursos, semin\u00e1rios, palestras, performances, espet\u00e1culos musicais, sess\u00f5es de v\u00eddeo e pr\u00e1ticas art\u00edsticas. O conte\u00fado das exposi\u00e7\u00f5es e das atividades \u00e9 acess\u00edvel a todos os p\u00fablicos por meio de visitas mediadas em Libras, audiodescri\u00e7\u00e3o das obras e videoguias em Libras. O acervo de livros, peri\u00f3dicos, documentos e material audiovisual \u00e9 formado por 65 mil t\u00edtulos. O interc\u00e2mbio com bibliotecas de museus de v\u00e1rios pa\u00edses mant\u00e9m o acervo vivo. Saiba mais em&nbsp;<a href=\"https:\/\/mam.org.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><u>mam.org.br<\/u><\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Servi\u00e7o:<\/strong><br><em><strong>39\u00ba Panorama da Arte Brasileira: Depois que tudo foi dito<\/strong><\/em><br>Curadoria:&nbsp;<strong>Diane Lima<\/strong><br>Gerente de projetos da curadoria:&nbsp;<strong>Giovanna Querido<\/strong><br>Per\u00edodo expositivo:<strong>&nbsp;12 de setembro de 2026 a&nbsp;<\/strong><strong>24 de janeiro de 2027<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Museu de Arte Moderna de S\u00e3o Paulo<\/strong><br>Endere\u00e7o: Parque Ibirapuera (Av. Pedro \u00c1lvares Cabral, s\/n\u00ba &#8211; acesso pelos port\u00f5es 1 e 3)<br>Hor\u00e1rios: ter\u00e7a a domingo, das 10h \u00e0s 18h (com a \u00faltima entrada \u00e0s 17h30)<br>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Mais informa\u00e7\u00f5es:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>MAM S\u00e3o Paulo<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.mam.org.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><u>www.mam.org.br<\/u><\/a><br><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/mamsaopaulo\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><u>instagram.com\/mamsaopaulo<\/u><\/a><br><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/mamsaopaulo\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><u>facebook.com\/mamsaopaulo<\/u><\/a><br><a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/@mamsaopaulo\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><u>youtube.com\/@mamsaopaulo<\/u><\/a><br><a href=\"https:\/\/x.com\/mamsaopaulo\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><u>x.com\/mamsaopaulo<\/u><\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Imagens cr\u00e9dito: Lita Cerqueira. Foto: Andrea Tonacci. \/ Oto Ferreira. Foto: Foto: Marina Schiesari. <br>Rose Afef\u00e9. Foto: Foto: Clarice Lissovsky. \/ Tha\u00eds Muniz. Foto: Rafael Ramos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Lita Cerqueira, Oto Ferreira, Rose Afef\u00e9 e Tha\u00eds Muniz integram a lista de artistas da nova edi\u00e7\u00e3o da mostra bienal do Museu de Arte Moderna de S\u00e3o Paulo, que ser\u00e1 realizada entre setembro de 2026 e janeiro de 2027 sob curadoria de Diane Lima.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":4055,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"colormag_page_container_layout":"default_layout","colormag_page_sidebar_layout":"default_layout","footnotes":""},"categories":[49],"tags":[2340,1265,200,1055,615,2343,24,129,2341,2342,2337,2344,2338,89,2339],"class_list":["post-4054","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-exposicoes","tag-arte-baiana","tag-arte-contemporanea","tag-artes-visuais","tag-chapada-diamantina","tag-cultura-brasileira","tag-diane-lima","tag-feira-de-santana","tag-fotografia","tag-lita-cerqueira","tag-mam-sao-paulo","tag-oto-ferreira","tag-panorama-da-arte-brasileira","tag-rose-afefe","tag-salvador","tag-thais-muniz"],"rttpg_featured_image_url":{"full":["https:\/\/boracultura.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/Panorama-da-Arte-Brasileira.png",806,514,false],"landscape":["https:\/\/boracultura.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/Panorama-da-Arte-Brasileira.png",806,514,false],"portraits":["https:\/\/boracultura.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/Panorama-da-Arte-Brasileira.png",806,514,false],"thumbnail":["https:\/\/boracultura.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/Panorama-da-Arte-Brasileira-150x150.png",150,150,true],"medium":["https:\/\/boracultura.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/Panorama-da-Arte-Brasileira-300x191.png",300,191,true],"large":["https:\/\/boracultura.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/Panorama-da-Arte-Brasileira.png",800,510,false],"1536x1536":["https:\/\/boracultura.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/Panorama-da-Arte-Brasileira.png",806,514,false],"2048x2048":["https:\/\/boracultura.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/Panorama-da-Arte-Brasileira.png",806,514,false],"colormag-highlighted-post":["https:\/\/boracultura.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/Panorama-da-Arte-Brasileira-392x272.png",392,272,true],"colormag-featured-post-medium":["https:\/\/boracultura.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/Panorama-da-Arte-Brasileira-390x205.png",390,205,true],"colormag-featured-post-small":["https:\/\/boracultura.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/Panorama-da-Arte-Brasileira-130x90.png",130,90,true],"colormag-featured-image":["https:\/\/boracultura.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/Panorama-da-Arte-Brasileira-800x445.png",800,445,true],"colormag-default-news":["https:\/\/boracultura.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/Panorama-da-Arte-Brasileira-150x150.png",150,150,true],"colormag-featured-image-large":["https:\/\/boracultura.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/Panorama-da-Arte-Brasileira.png",806,514,false],"colormag-elementor-block-extra-large-thumbnail":["https:\/\/boracultura.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/Panorama-da-Arte-Brasileira-806x480.png",806,480,true],"colormag-elementor-grid-large-thumbnail":["https:\/\/boracultura.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/Panorama-da-Arte-Brasileira-600x417.png",600,417,true],"colormag-elementor-grid-small-thumbnail":["https:\/\/boracultura.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/Panorama-da-Arte-Brasileira-285x450.png",285,450,true],"colormag-elementor-grid-medium-large-thumbnail":["https:\/\/boracultura.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/Panorama-da-Arte-Brasileira-575x198.png",575,198,true],"psacp-medium":["https:\/\/boracultura.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/Panorama-da-Arte-Brasileira-500x500.png",500,500,true]},"rttpg_author":{"display_name":"boracultura@gmail.com","author_link":"https:\/\/boracultura.com.br\/index.php\/author\/boraculturagmail-com\/"},"rttpg_comment":0,"rttpg_category":"<a 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