{"id":627,"date":"2026-01-14T22:20:43","date_gmt":"2026-01-15T01:20:43","guid":{"rendered":"https:\/\/boracultura.com.br\/?p=627"},"modified":"2026-02-09T02:12:02","modified_gmt":"2026-02-09T05:12:02","slug":"chega-ao-muncab-a-exposicao-ancestral-afro-americas-comobras-de-artistas-negros-do-brasil-e-dos-estados-unidos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/boracultura.com.br\/index.php\/2026\/01\/14\/chega-ao-muncab-a-exposicao-ancestral-afro-americas-comobras-de-artistas-negros-do-brasil-e-dos-estados-unidos\/","title":{"rendered":"Chega ao MUNCAB a exposi\u00e7\u00e3o &#8216;Ancestral: Afro-Am\u00e9ricas&#8217;, comobras de artistas negros do Brasil e dos Estados Unidos"},"content":{"rendered":"\n<p>Quarta exposi\u00e7\u00e3o do Centro Cultural Banco do Brasil na capital baiana re\u00fane mais de 130 obras que celebram a ancestralidade da arte nas Am\u00e9ricas<\/p>\n\n\n\n<p>As ra\u00edzes africanas do Brasil e dos Estados Unidos t\u00eam um encontro marcado em Salvador. O Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) re\u00fane no Museu Nacional da Cultura Afro- Brasileira (MUNCAB) mais de 130 obras de artistas negros dos dois pa\u00edses. A exposi\u00e7\u00e3o <strong>\u201cAncestral: Afro-Am\u00e9ricas\u201d<\/strong>, inaugurada no dia 26 de setembro, celebra a ancestralidade da arte nas Am\u00e9ricas. Entre os nomes, est\u00e3o: Abdias Nascimento, Simone Leigh, Emanuel Ara\u00fajo, Sonia Gomes, Leonard Drew, Mestre Didi, Melvin Edwards, Lorna Simpson, Kara Walker, Bispo do Ros\u00e1rio, Carrie Mae Weems, M\u00f4nica Ventura e Julie Mehretu.<\/p>\n\n\n\n<p>A mostra tem dire\u00e7\u00e3o art\u00edstica de Marcello Dantas e curadoria de Ana Beatriz Almeida. O p\u00fablico pode observar tr\u00eas n\u00facleos tem\u00e1ticos: Corpo, Sonho e Espa\u00e7o. Neles, est\u00e3o provoca\u00e7\u00f5es sobre a afirma\u00e7\u00e3o do corpo, a dimens\u00e3o reflexiva dos sonhos e a reivindica\u00e7\u00e3o de espa\u00e7o. H\u00e1 ainda uma se\u00e7\u00e3o dedicada \u00e0 arte africana tradicional, montada com a curadoria de Renato Ara\u00fajo da Silva.<\/p>\n\n\n\n<p>No n\u00facleo \u201cCorpo\u201d, as obras exploram os limites da representa\u00e7\u00e3o, evidenciando a resist\u00eancia de retratar uma pessoa negra em uma obra de arte. As obras do n\u00facleo \u201cSonho\u201d, marcado por identidade e heran\u00e7a, expandem os limites da abstra\u00e7\u00e3o, promovendo a contempla\u00e7\u00e3o e provocando reflex\u00e3o. J\u00e1 no n\u00facleo \u201cEspa\u00e7o\u201d as obras examinam propostas de constru\u00e7\u00e3o de mundo e cria\u00e7\u00e3o de lugares, misturando natural e urbano ao tratar de temas como imigra\u00e7\u00e3o, hist\u00f3ria e comunidade desafiando percep\u00e7\u00f5es convencionais de espa\u00e7o e pertencimento.<\/p>\n\n\n\n<p>A curadora Ana Beatriz Almeida reafirma a ideia de reconstru\u00e7\u00e3o da ancestralidade t\u00e3o castigada durante os processos de coloniza\u00e7\u00e3o. \u201cNo processo de cria\u00e7\u00e3o da humanidade em meio \u00e0 brutalidade racional que forjou a modernidade, artistas afrodiasp\u00f3ricos redefiniram a \u00e9tica e a est\u00e9tica, frequentemente convergindo \u2013 apesar de estarem em territ\u00f3rios diferentes. Isso nos leva de volta ao conceito de \u2018pessoa\u2019 encontrado na \u00c1frica Ocidental: o sujeito enquanto resultado de sua genealogia ancestral\u201d, coloca.<\/p>\n\n\n\n<p>Como compartilha Marcello Dantas, tudo \u00e9 pensado com analogia \u00e0 hist\u00f3ria de dois primos exilados da comunidade de origem, na costa oeste da \u00c1frica, no s\u00e9culo 18, separados entre Salvador, no Brasil, e Charleston, nos Estados Unidos.<br>O diretor art\u00edstico refor\u00e7a o poder da mostra de conectar po\u00e9ticas que parecem distintas mas, encontram irmandade no outro hemisf\u00e9rio. \u201cApenas porque um barco rumou ao norte e outro ao sul, e 200 anos se passaram, n\u00e3o foi poss\u00edvel apagar a for\u00e7a de uma chama ancestral que corre no sangue daqueles que<br>vivenciaram a riqueza matricial da \u00c1frica das Am\u00e9ricas\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>Na se\u00e7\u00e3o Arte Africana Tradicional, a ancestralidade \u00e9 reconhecida como o ponto de partida da criatividade art\u00edstica. A proposta \u00e9 unir a heran\u00e7a africana e as manifesta\u00e7\u00f5es contempor\u00e2neas de arte desenvolvidas dessa raiz no Brasil e nos Estados Unidos. \u201cEssas obras representam continuidades e transforma\u00e7\u00f5es ao<br>longo do tempo, revelando tanto a for\u00e7a de tradi\u00e7\u00f5es transmitidas por gera\u00e7\u00f5es quanto as inova\u00e7\u00f5es decorrentes do contato com novas culturas e contextos\u201d, finaliza o curador da se\u00e7\u00e3o, Renato Ara\u00fajo da Silva.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa \u00e9 a quarta exposi\u00e7\u00e3o promovida pelo CCBB em Salvador. \u201cO CCBB tem como miss\u00e3o ampliar o acesso e a conex\u00e3o dos brasileiros \u00e0 arte, \u00e0 cultura, e trazer \u2018Ancestral Afro- Am\u00e9ricas para Salvador, em parceria com o MUNCAB, depois de ter passado por Belo Horizonte e Rio Janeiro \u00e9 mais uma oportunidade de favorecer que um p\u00fablico cada vez maior tenha contato com esse acervo\u201d, destaca J\u00falio Paranagu\u00e1, gerente-geral do CCBB Salvador.A mostra tem a produ\u00e7\u00e3o da Magnetosc\u00f3pi com patroc\u00ednio da BB Asset e Google, por meio da Lei de Incentivo a Cultura, com apoio do Bank of Am\u00e9rica e realiza\u00e7\u00e3o do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) e do MUNCAB.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Sobre o CCBB Salvador<\/strong><br>O Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) \u00e9 uma rede de espa\u00e7os culturais gerida e mantida pelo Banco do Brasil, com o objetivo de ampliar a conex\u00e3o dos brasileiros com a cultura e valorizar a produ\u00e7\u00e3o cultural nacional. Presente no Rio de Janeiro, Bras\u00edlia, S\u00e3o Paulo e Belo Horizonte, est\u00e1 avan\u00e7ando no processo de<br>instala\u00e7\u00e3o de sua nova unidade em Salvador. Na capital baiana, passa a ocupar o Pal\u00e1cio da Aclama\u00e7\u00e3o, hist\u00f3rico edif\u00edcio do in\u00edcio do s\u00e9culo passado e que, durante mais de cinquenta anos, foi resid\u00eancia oficial dos governadores da Bahia. Mesmo antes de iniciar suas atividades no Pal\u00e1cio da Aclama\u00e7\u00e3o, o CCBB j\u00e1 est\u00e1 presente em Salvador dialogando e estabelecendo parcerias com equipamentos culturais da cidade.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Sobre o Muncab<\/strong><br>O MUNCAB \u00e9 um museu com \u00eanfase na valoriza\u00e7\u00e3o de aspectos da cultura de matriz africana, destacando a sua influ\u00eancia sobre a cultura brasileira. Nele, s\u00e3o encontrados trabalhos que falam sobre identidade negra, resist\u00eancia negra, ra\u00edzes culturais e outras tem\u00e1ticas. O papel do Museu, al\u00e9m de reunir documenta\u00e7\u00e3o hist\u00f3rico-cultural afro-brasileira, \u00e9 promover a\u00e7\u00f5es e iniciativas intercambiais com os pa\u00edses e culturas africanas, sobretudo aqueles de onde vieram os maiores contingentes de negros escravos, como Angola, Mo\u00e7ambique e Guin\u00e9. S\u00e3o promovidos, tamb\u00e9m, diversas exposi\u00e7\u00f5es, oficinas e outros eventos educativos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Servi\u00e7o:<\/strong><br>O que: Exposi\u00e7\u00e3o \u201cAncestral: Afro-Am\u00e9ricas\u201d<br>Quando: 26 de setembro de 2025 a 1o de fevereiro de 2026<br>Onde: Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira (MUNCAB) &#8211; Rua das Vassouras, 25, Centro Hist\u00f3rico. Salvador &#8211; BA<br>Classifica\u00e7\u00e3o: Livre<br>Funcionamento: Ter\u00e7a a domingo, \u00e0s 10h \u00e0s 17h (acesso at\u00e9 \u00e0s 16h30)<br>Entrada: R$20 inteira e R$10 meia (clientes do Banco do Brasil pagam meia<br>entrada)<\/p>\n\n\n\n<p>*As vendas de ingressos acontecem na bilheteria do local e nos sites museuafrobrasileiro.com.br e bb.com.br\/cultura. A entrada \u00e9 gratuita para todos os visitantes nas quartas-feiras e domingos.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quarta exposi\u00e7\u00e3o do Centro Cultural Banco do Brasil na capital baiana re\u00fane mais de 130 obras que celebram a ancestralidade<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":631,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"colormag_page_container_layout":"default_layout","colormag_page_sidebar_layout":"default_layout","footnotes":""},"categories":[49,8],"tags":[],"class_list":["post-627","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-exposicoes","category-noticias"],"rttpg_featured_image_url":{"full":["https:\/\/boracultura.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/IMG_9386.png",810,810,false],"landscape":["https:\/\/boracultura.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/IMG_9386.png",810,810,false],"portraits":["https:\/\/boracultura.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/IMG_9386.png",810,810,false],"thumbnail":["https:\/\/boracultura.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/IMG_9386-150x150.png",150,150,true],"medium":["https:\/\/boracultura.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/IMG_9386-300x300.png",300,300,true],"large":["https:\/\/boracultura.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/IMG_9386.png",800,800,false],"1536x1536":["https:\/\/boracultura.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/IMG_9386.png",810,810,false],"2048x2048":["https:\/\/boracultura.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/IMG_9386.png",810,810,false],"colormag-highlighted-post":["https:\/\/boracultura.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/IMG_9386-392x272.png",392,272,true],"colormag-featured-post-medium":["https:\/\/boracultura.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/IMG_9386-390x205.png",390,205,true],"colormag-featured-post-small":["https:\/\/boracultura.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/IMG_9386-130x90.png",130,90,true],"colormag-featured-image":["https:\/\/boracultura.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/IMG_9386-800x445.png",800,445,true],"colormag-default-news":["https:\/\/boracultura.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/IMG_9386-150x150.png",150,150,true],"colormag-featured-image-large":["https:\/\/boracultura.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/IMG_9386-810x600.png",810,600,true],"colormag-elementor-block-extra-large-thumbnail":["https:\/\/boracultura.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/IMG_9386-810x480.png",810,480,true],"colormag-elementor-grid-large-thumbnail":["https:\/\/boracultura.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/IMG_9386-600x417.png",600,417,true],"colormag-elementor-grid-small-thumbnail":["https:\/\/boracultura.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/IMG_9386-285x450.png",285,450,true],"colormag-elementor-grid-medium-large-thumbnail":["https:\/\/boracultura.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/IMG_9386-575x198.png",575,198,true],"psacp-medium":["https:\/\/boracultura.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/IMG_9386.png",500,500,false]},"rttpg_author":{"display_name":"boracultura@gmail.com","author_link":"https:\/\/boracultura.com.br\/index.php\/author\/boraculturagmail-com\/"},"rttpg_comment":0,"rttpg_category":"<a href=\"https:\/\/boracultura.com.br\/index.php\/category\/noticias\/exposicoes\/\" rel=\"category tag\">Exposi\u00e7\u00f5es<\/a> <a href=\"https:\/\/boracultura.com.br\/index.php\/category\/noticias\/\" rel=\"category tag\">Not\u00edcias<\/a>","rttpg_excerpt":"Quarta exposi\u00e7\u00e3o do Centro Cultural Banco do Brasil na capital baiana re\u00fane mais de 130 obras que celebram a ancestralidade","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/boracultura.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/627","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/boracultura.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/boracultura.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/boracultura.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/boracultura.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=627"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/boracultura.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/627\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":629,"href":"https:\/\/boracultura.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/627\/revisions\/629"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/boracultura.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/631"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/boracultura.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=627"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/boracultura.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=627"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/boracultura.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=627"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}