Exposição “3 Obás de Xangô” marca abertura da nova CAIXA Cultural no Pelourinho com mais de 45 artistas
A abertura da exposição “3 Obás de Xangô” marca o início das atividades da unidade Pelourinho da CAIXA Cultural Salvador, a partir de 2 de agosto de 2026. Instalada no histórico Palacete Saldanha, antiga sede do Liceu de Artes e Ofícios da Bahia, a nova unidade representa a maior CAIXA Cultural do Brasil, com 7.822 metros quadrados de área construída .
Inspirada no documentário homônimo dirigido por Sérgio Machado, a mostra reúne obras, documentos e registros históricos de mais de 45 artistas das artes visuais, da música, da literatura e da fotografia. Com curadoria de Tiago Sant’Ana, Mariana Vaz, Solange Bernabó e Gildeci Leite, a exposição parte da amizade entre Jorge Amado, Carybé e Dorival Caymmi — artistas que receberam o título de Obás de Xangô no Ilê Axé Opô Afonjá — para propor uma reflexão sobre arte, religiosidade, memória e identidade cultural na Bahia.
Segundo a curadoria, a proposta é deslocar o foco para além dos três intelectuais e artistas, dando centralidade à intelectualidade negra que permitiu a emergência do ministério de Xangô e ao papel das mães de santo na preservação, organização e transmissão dos saberes afro-brasileiros.
Núcleos temáticos e artistas participantes
Organizada em núcleos temáticos, a exposição aborda o matriarcado nas religiões de matriz africana, os saberes produzidos nas comunidades de axé, a simbologia de Xangô, a amizade entre os três homenageados e as transformações contemporâneas das expressões artísticas afro-brasileiras.
Entre os artistas representados estão nomes como Ana Sant’Anna, Ani Ganzala, Ayrson Heráclito, Emanuel Araújo, Goya Lopes, Mario Cravo Neto, Mestre Didi, Rubem Valentim, Pierre Verger e Yedamaria, nas artes visuais; Aguidavi do Jêje, BaianaSystem, Letieres Leite Quinteto, Margareth Menezes, Orquestra Afrosinfônica, Tiganá Santana e Olodum, na música; além de Alex Simões, Ana Maria Gonçalves, Hugo Canuto, Itamar Vieira Jr, Maysa Miranda e Ordep Serra, na literatura.
Palacete Saldanha: história e cultura
O edifício que abriga a nova unidade da CAIXA Cultural foi construído no início do século XVIII e sediou o Liceu de Artes e Ofícios da Bahia por mais de 130 anos . Tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), o Palacete Saldanha integra a lista de Patrimônio Mundial Cultural da Unesco .

A restauração do imóvel, com investimento estimado em R$ 72,2 milhões, foi conduzida em parceria entre o Governo do Estado da Bahia, a Caixa Econômica Federal e o Iphan, com apoio do Ministério da Cultura . A nova unidade conta com duas galerias, sala de cinema, teatro e espaços para atividades educativas .
A CAIXA Cultural Salvador continuará funcionando também em sua unidade da Rua Carlos Gomes, que permanece com programação regular. A nova unidade Pelourinho amplia a presença da instituição na cena cultural da capital baiana.
SERVIÇO
Exposição “3 Obás de Xangô”
Local: CAIXA Cultural Salvador – Unidade Pelourinho | Rua do Saldanha, nº 14, Pelourinho – Salvador/BA
Período: 2 de agosto a 6 de dezembro de 2026
Horário: terça a domingo e feriados, das 9h às 18h
Entrada: gratuita

