Morre aos 86 anos Orlando Senna, cineasta baiano que ajudou a transformar o audiovisual brasileiro
Natural de Lençóis, na Chapada Diamantina, escritor, gestor cultural e ex-secretário nacional do Audiovisual deixa legado marcante para o cinema e as políticas culturais do país
Nesta terça-feira (9), a cultura brasileira se despediu de um de seus mais importantes pensadores e realizadores. Morreu, aos 86 anos, o cineasta, escritor e gestor cultural baiano Orlando Senna, referência nacional na construção do audiovisual brasileiro e na formulação de políticas públicas para o setor.
Natural de Lençóis, na Chapada Diamantina, Orlando Senna construiu uma trajetória que atravessou o cinema, a literatura, o jornalismo, a televisão pública e a gestão cultural. Reconhecido pela defesa da diversidade cultural brasileira, tornou-se uma das vozes mais influentes do audiovisual na América Latina.
Além de contribuir para obras marcantes da cinematografia nacional, como Iracema, Uma Transa Amazônica, dirigida em parceria com Jorge Bodanzky, Orlando Senna também teve papel decisivo na consolidação de políticas públicas voltadas ao audiovisual. Entre suas contribuições está a passagem pela Secretaria Nacional do Audiovisual, do Ministério da Cultura, e a participação na criação da TV Brasil, emissora pública da qual foi diretor-geral.
Em nota divulgada nesta terça-feira, o Ministério da Cultura lamentou a morte do cineasta e destacou sua contribuição para o fortalecimento do audiovisual, da comunicação pública e das políticas culturais brasileiras. A pasta ressaltou ainda o legado deixado por Orlando Senna na formação de profissionais e no desenvolvimento de iniciativas voltadas à democratização do acesso à cultura.
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